Cultura

Os primeiros povos de Piracaia muito valorizavam nossas manifestações culturais, não deixando de realizar grandes festas. Na época da escravidão , as escravas dançavam sem parar para alegrar e manter os costumes de um povo. Já existiam grupos de congadas, cavalhada, touradas, leilões de prendas. Logo surgiu banda de música, violas, caiapós e mais tarde quadrilhas francesas e o carnaval. Também bonecões infláveis e os fantoches que animavam a população. Ainda hoje algumas tradições são mantidas.

Reza de São Gonçalo
São Gonçalo, santo português, considerado o padroeiro dos violeiros. A dança de São Gonçalo é um dos pilares da nossa cultura caipira. A dança é sempre para pagar uma promessa e consiste em seis voltas, sendo as cinco primeiras iguais; a 6ª e última volta, dá-se o nome de Caruru, que também pode ser chamado de Canjuru ou Cururu, dependendo da região. Na 6ª volta, agradecem ao povo, aos festeiros e aos colaboradores da festa. Em Piracaia há vários grupos de São Gonçalo, mas acredita-se que o grupo do já falecido mestre Antonio Teles seja o mais antigo, com cerca de 159 anos. Cada grupo tem um mestre e cada mestre compõe letras, músicas e ritmos. O Mestre toca viola e canta e o Mestre dos Mestres é o chefe do grupo.

Catira
Catira é uma dança tipicamente brasileira, de origem indígena, composta a princípio unicamente de homens. Desde o período colonial faz-se a menção ao catira ou cateretê que segundo consta, a dança foi incorporada nas festa de São Gonçalo, Santa Cruz, Espirito Santo, São João e N. S. da Conceição. A dança consiste num ritmo de bate-pés e palmeado, acompanhados de modas de viola, tratando de assuntos variados. O grupo atual de Catira de Piracaia formou-se em agosto de 2003, mas a Catira já era formada por bisavós e avós de Raphael e Dorinha, que hoje mantêm a tradição. A Catira em Piracaia é composta por cinco pares ou mais ao som de modas de viola. No grupo tem homens, mulheres e crianças.

Congada
Congadas e congos são bailados dramáticos em que os figurantes representam, entre cantos e danças, a coroação de um rei do Congo, promovendo cortejos e bailados guerreiros. São devotos de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. Conforme pesquisas do sr. Antonio Ferreira de Almeida, em Piracaia a congada existe desde 1875 e os grupos que a sustentavam eram escravos. Atualmente em Piracaia há a Congada Branca Marinheiro, em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, grupo que tem presidente, rainha e capitão; e a Congada Verde dos Periquitos, criada em homenagem a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário.

Caiapó
Caiapó é um folgado de imitação dos índios Caiapós do Sul, que dominavam os sertões, na época dos bandeirantes, na cabeceira do Araguaia e na bacia superior do Rio Paraná. Os primeiros desbravadores começaram a encenar a vida desses índios em São Paulo e outras localidades. Esse bailado já mencionado em São Paulo, em 1793 e 1794. Em nossa região, principalmente em Piracaia e Joanópolis, a encenação se dá em torno da doença e morte do curumi. Os caiapós chegam alegres e festivos, mas após a doença e morte de macaru, entristecem-se, deitam-se no chão e lamentam o acontecido. Em seguida, o o pajé faz um ritual mágico, com muitos gestos, palavras e pólvora, que depois de acesa traz a vida o pequeno macuru. Então, todos se levantam e comemoram dançando. O Caiapó de Piracaia, tem referência no folclore desta cidade, desde a década de 1910, consistindo até hoje. Os Caiapós são acompanhados de homens e mulheres, com instrumentos variados e trazem lanças, arcos e flechas.

Violeiros do Divino
O Projeto Violeiros do Divino Violeiros do Divino nasceu em 5 de setembro 2011 E um projeto particular onde os alunos aprendem a tocar viola , violão e a cantar as musicas sertaneja caipira. O titulo do grupo surgiu na junção dos Músicos Jander José e Susana Gianini ambos cantores,Violeiros, tema inspirado em homenagem ao Divino Espírito Santo padroeiro da capela do morro grande onde o violeiro Jander José foi nascido e criado e por seus aniversários coincidirem a mesma data da festa do Divino. O objetivo é divulgar a cultura caipira e o primeiro instrumento musical a desembarcar em solo brasileiro, a Viola Caipira e as novas tendências da musica regional. Abrangendo projetos culturais de resgate a música caipira como oficinas de viola e Violão caipira. Atualmente entre 30 membros , que se unem para apresentações em quermesse , feiras culturais e festas particulares. Unida Pela amizade que viola proporciona , inspirado por violeiros como Tião Carreiro, Almir Sater, Bambico entre grandes Violeiros. Com Show Acústico com repertório voltado para música caipira, regional e instrumental de viola, Interpretando Grandes Clássicos da música Sertaneja Raiz.

Casa do Artesão
Construída em 16 de junho de 2008, a Casa do Artesão foi feita pelos arquitetos da CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) com parceria com a Prefeitura e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Possui uma tecnologia ecológica avançada, visando não prejudicar o meio ambiente, além de sua construção ser trabalhada em reciclagem e produtos tratados. Sua estrutura foi feita em bambu, que é retirado de um local, autorizado que possui o plantio dessa espécie, com a colheita autorizada e certificada pela controladoria. A Casa do Artesão ainda possui o telhado, feito da reciclagem das aparas do tubo de creme dental. Porém, mesmo com o pensamento em tecnologias ecológicas, ainda foi construído um fogão a lenha, com o objetivo de apresentar como eram feitos os alimentos e o café antigamente.

O objetivo principal da construção da Casa do Artesão é que seja apresentados aos turistas e para a população a arte e artesanatos que a região produz. Na Casa do Artesão é possível encontrar quadros com placas de bronze, além de imagens esculpidas de argila.

Rodovia Jan Antonin Bata, Km 86,5
Horário de funcionamento: sábado e domingo, das 9h às 17h

Centro Cultural Walter Puccinelli
Piracaia na Leitura: segunda a sexta, das 8h às 9h
Aulas de viola: segunda, das 15h às 17h30
Banda Sinfônica: segunda, quarta e sexta, das 18h às 22h, e sábado, das 14h às 18h
Piracaia Dança de Salão: terça, das 19h às 21h30
Projeto Guri: terça e quinta, das 13h30 às 17h30
Bordando Histórias: quinta, das 8h às 11h
Aulas de teatro: sexta, das 13h30 às 16h
Serviços Terapêuticos: quarta e sexta, das 10h às 17h30

Praça Júlio de Mesquita, 138
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 9h às 17h